Beatriz Benezra: Gestão do conhecimento e os desafios organizacionais

beatrizPara Beatriz Benezra Dehtear o conhecimento é um recurso vital das empresas que “sai pela porta” todos os dias. É aqui que entra o a Gestão do Conhecimento, área em que a profissional atua há muitos anos como expert em práticas de Gestão do Conhecimento e Inovação. Sua experiência inclui o trabalho em multinacionais como Master Foods, Dell e HP. É idealizadora do único Banco de Práticas de Gestão do Conhecimento e fundadora do Grupo de Usuários de Gestão de Conhecimento – GUGC da SUCESU-RS, que coordena atualmente.

Beatriz é Formada em Engenharia de Software (Universidad de la República Oriental del Uruguay e PUC-RS), Pós-graduada em Gestão por Processos (Unisinos), Consultoria para implantação de Sistemas de Gestão (Unisinos), MBA em Gestão de Projetos (FGV). É avaliadora do Prêmio Inovação do PGQP e Diretora da Beatriz Dehtear KM, empresa de Consultoria e Treinamentos em Gestão do Conhecimento e Inovação, com atuação em empresas púbicas e privadas.

Como se interessou pela área de Gestão do Conhecimento?
Beatriz Benezra Dehtear – Grandes desafios que as organizações enfrentam hoje como: produtividade, qualidade, retenção de talentos, desenvolvimento humano, inovação, relacionamento com clientes e fornecedores, agilidade, adaptabilidade, ente outros; tem um fator comum: o conhecimento. O conhecimento é um recurso organizacional de altíssimo valor, vital para a organização, totalmente disponível e de fácil reprodução. Mesmo assim, as organizações permitem que este recurso saia pela porta todos os dias, sem tomar nenhuma atitude ao respeito.  A Gestão do Conhecimento é um meio, uma verdadeira ferramenta que, aliada ao negócio, consegue alavancar resultados em forma rápida e praticamente sem nenhum custo.

Quais competências deve ter o profissional de Gestão do Conhecimento?
Beatriz – A Gestão do Conhecimento trabalha dentro de uma visão organizacional 100% sistêmica, elencando diferentes elementos organizacionais para garantir o sucesso na aplicação das suas práticas. Por este motivo acredito que o profissional que trabalha na área deve ser principalmente um gestor generalista (com conhecimento em diferentes áreas de gestão) e um grande articulador, integrador. Deve enxergar a organização como um verdadeiro sistema integrado, para o qual deve desenvolver a visão/pensamento sistêmico; ao mesmo tempo deve ter a capacidade de poder desenvolver diagnósticos pontuais e precisos que lhe permitam identificar pontos particulares do negócio, em que a intervenção pelo conhecimento alavanque os resultados desejados. Também precisará ter visão estratégica, já que conhecimento é um elemento fundamental para o desenvolvimento da estratégia organizacional.

O que a motiva a fazer o trabalho voluntario como coordenadora de GU?Beatriz – O trabalho voluntário é altamente enriquecedor. Os GUs permitem um aprendizado contínuo e bidirecional que envolve os coordenadores e o público em geral. Só compartilhando você tem oportunidade de receber e crescer, se desenvolver. O GU possibilita o espaço para esta troca dentro de um ambiente totalmente informal e saudável.

Quais os planos do GUGC em 2016?
Beatriz – Ainda estamos trabalhando na elaboração das atividades para este ano. A princípio o GUGC estará direcionando seu foco para colaborar ativamente na realização dos GUDays; executar o projeto de Gestão do Conhecimento dentro da SUCESU-RS; realizar pesquisas de mercado que mostrem a relevância da Gestão do Conhecimento como meio de atingir objetivos organizacionais de altíssimo valor. O primeiro tópico, ainda em estudo pela coordenação, é produtividade. E gostaria de aproveitar esta oportunidade para apresentar meus co-coordenadores, grandes colegas e companheiros de jornada e corresponsáveis pelo sucesso do GUGC: Anderson Yanzer; Fladhimyr Castello; Jairo Agliardi e Leonardo Ohlweiler Oliveira.