Artigos Inscritos

Neste ano o PRÊMIO ARTIGO DE SUCESU-RS teve oito artigos inscritos, e destes o Comitê do Prêmio selecionou três finalistas. 

Abaixo os três artigos finalistas, publicados na íntegra e sem edição.

Logo abaixo os demais artigos inscritos.

A Diretoria da SUCESU-RS agradece a participação de todos, salientando que o maior prêmio para quem escreve são os leitores. E estes últimos os verdadeiros vencedores, pois  se favorecerão com textos tão bem elaborados, e com grande conteúdo.

Esperamos novas contribuições com essa riqueza de conteúdo no PRÊMIO ARTIGO DE SUCESU-RS 2017.

ARTIGOS FINALISTAS:

A velhice precoce dos profissionais de TI

AUTOR: Jean Paulo Sandri Orengo

Estou ficando velho. Eis algo que não imaginei que diria aos 35 anos. Estou ficando velho… não é pelos fios de cabelo branco que começam a aparecer, os primeiros sinais de expressão que ficam marcados ou pela ressaca que demora mais a passar.
Na verdade, comecei a me sentir velho aos poucos. Um clique veio após uma apresentação sobre novas metodologias de desenvolvimento de software, um tal de container pra cá, cloud pra lá, microserviços e outros. A velhice não me veio à cabeça de início, mas foi chegando aos poucos.
Me sinto velho porque após apenas 11 anos de formado tudo anda tão diferente. Lembro dos diversos cursos que fiz de ITIL, COBIT, PMBOK e por aí foi, nenhuma menção havia a DevOps, ágil e SCRUM, Design Thinking, Canvas e por aí vai.
Lembro do conteúdo da faculdade e das tecnologias que estudamos, não havia Internet das Coisas, CLP em rede talvez, Big Data e analytics eram uma tal de mineração de dados, impressora era para imprimir papel e não objetos, computação cognitiva ainda era restrita a alguns projetos e era chamada de redes neurais, nada em escala comercial. Carro autônomo? Só em filme. Drones? Talvez um aeromodelo. Redes sociais, ah sim, Orkut, muita coisa para rir e para lazer, mas nada sério. Smartphone, nossa! Enviar um SMS pelo celular já era o máximo. Meus arquivos ficavam em disquetes, aquele ícone que usamos para “salvar” no Word, nada de nuvem.
Há todo um saudosismo, de um tempo antigo, onde tudo era diferente, um certo ar de romantismo histórico. Parece, de fato, o relato de um senhor, já na melhor idade, falando com alegria sobre como era seu tempo de juventude. Mas para nós, profissionais de TI, tudo isso, no calendário, aconteceu há apenas uma década!
É, estou ficando velho, o mundo mudou, o que antes era, agora já foi.
É, estou ficando velho. Mas há algo bom nisso!
Tenho a oportunidade de renascer, melhor, de voltar a ser criança! Sim, criança, aquele ser que nada sabe e que por isso é feliz. Que se encanta com cada passo que dá, que enxerga o mundo como um grande brinquedo a ser explorado e entendido. Uma criança que pergunta “porque” pra tudo, que tenta entender como as coisas são, mas que depois brinca com as regras, cria novas, novos jeitos de fazer as coisas, tudo é uma grande e alegre brincadeira.
Uma brincadeira deste nosso novo tempo é mudar o paradigma da tecnologia, de algo que traz produtividade para algo que nos impacta positivamente, nos faz sentir melhor. Que tal como nova regra ter sistemas de aprendizagem que entendam nossas emoções e aumentem a dificuldade se estamos ficando entediados ou reforcem a explicação se estamos confusos.
Ou então, uma roupa de bebê que avisa se ele está com cólicas, inquieto ou com febre. Imagine ainda, jogos de realidade virtual que permitam que a empatia aflore e se desenvolva nas pessoas. E porque não fazer com que os gadgets e dispositivos vestíveis ao nosso redor não sejam fonte de estresse, mas sim de mindfulness (atenção plena), que contribuam para o aumento da compaixão, do auto-controle, da saúde e, por fim, da felicidade.
Nesta nova infância, ao buscarmos respostas aos “porquês”, acabamos nos engajando em uma nova missão: deixar em segundo plano a tirania da produtividade e trabalharmos para melhorar a vida das pessoas, fazer o design projetado para o bem-estar e para liberar o potencial humano que todos nós temos.
É, estou ficando velho, e estou adorando isso!

 

Computação Positiva: de pessoas para pessoas

AUTOR:Aline Zanin

Ao utilizar um sistema de computador provavelmente você nunca parou para pensar nas pessoas que podem, e com certeza estão, envolvidas na sua criação e desenvolvimento. Bem como, muitas vezes os profissionais de tecnologia da informação ao trabalhar em um programa computadorizado não param para refletir o fato de que este está sendo feito para pessoas.
Ao programar um sistema precisamos estar cientes de que, além de um sistema funcional (que realiza a funcionalidade como necessário, por exemplo: salva dados) também precisamos tornar o sistema humano, de tal modo que qualquer pessoa leiga, ao utilizar o sistema, sinta-se confortável e necessite o mínimo ou nenhum suporte.
Este processo de desenvolver sistemas mais amigáveis tornando os de fácil aprendizagem e utilização, é um dos objetivos de uma área da ciência da computação chamada de interação humano computador (IHC). IHC tem tido franca expansão já a alguns anos e isso se deve também ao fato de ser através desta área da ciência da computação que a computação positiva acontece.
Quando fala-se computação positiva, fala-se também em desenvolver sistemas amigáveis que possam aumentar a qualidade de vida das pessoas visto que, se analisarmos o cotidiano de um profissional que atua em um escritório, e opera um software durante oito horas por dia, podemos ter a certeza de que se este profissional estiver operando um sistema com baixa usabilidade o seu nível de stress irá ser aumentado. Isto porque atividades que poderiam ser feitas com facilidade são complicadas por sistemas com baixa usabilidade, e com isso demandam um tempo e esforço maior do operador do sistema.
Além disso, desenvolver programas positivamente, que atentem a usabilidade, pensando nas pessoas que utilizam, também é uma contribuição social. Analisamos o contexto em que um profissional sempre trabalhou em um setor cujo trabalho era exclusivamente manual, e por isso não está acostumado a utilizar, ou não possui aptidões desenvolvidas para o uso de um sistema computadorizado. Contudo, por algum motivo, este profissional necessitou buscar uma nova colocação no mercado de trabalho. Se os sistemas computadorizados tiverem sido todos desenvolvidos focados na boa usabilidade e facilidade de aprendizado, este profissional não terá, no uso do computador, uma barreira para sua evolução profissional.
O mesmo acontece com profissionais portadores de deficiência, os sistemas computadorizados precisam ser desenvolvidos de forma a facilitar a vida e o trabalho destas pessoas. Temos hoje no mercado diversos exemplos positivos de softwares que, por exemplo, auxiliam na locomoção de pessoas portadoras de deficiência visuais. Os sistemas computadorizados podem auxiliar estas pessoas também no mercado de trabalho, viabilizando a sua inclusão. Para isso o sistema precisa ser pensado positivamente e dado alguma atenção a usabilidade desde a sua concepção até a entrega ao cliente.
Por fim, analisando os aspectos supracitados podemos facilmente concluir que um olhar para IHC no desenvolvimento de sistemas é altamente relevante. Por isso, os sistemas devem ser pensados de pessoas para pessoas, estando ciente de que o público alvo do sistema é diverso, e que por isso o sistema precisa ser facilmente aprendido e agradavelmente utilizado por todos. Pensar o sistema de pessoas para pessoas é pensar positivamente e criar com isso uma computação positiva, pelo menos no que diz respeito a software.

 

Computação Positiva como um meio de aproximar pessoas

AUTOR: Gabriel Pimentel Affonso de Oliveira

Faz um dia ensolarado lá fora e a vista da varanda de minha casa me faz aproveitar esse clima tranquilo. As persianas e janelas foram todas abertas pelo sistema que controla a casa, afim de deixar o sol e os aromas entrarem. A grama já foi aparada pelos robôs, que se certificaram que somente irá chover semana que vem. Ao olhar para dentro de casa, o espelho que serve de divisória para ambientes mostra as notícias sobre minha série predileta ao lado de fotos de amigos e familiares. Voltando a olhar para meu colo, um deslizar de dedos faz a página digital do livro que ali repousava tremeluzir levemente e atualizar o conteúdo adequadamente.
Há muito tempo, no passado, se entendia que máquinas iriam substituir os humanos, tirar-lhes o emprego e a utilidade. Pior, entendia-se que quem passava muito tempo ao redor dessas máquinas iria esquecer como é ser humano e como se relacionar com seus semelhantes. Hoje, entendemos que os sistemas computadorizados, tão amigáveis que nos esquecemos que eles estão ali, são somente uma ponte para nos conectarmos mais facilmente e frequentemente uns aos outros.
Lembro que li estes dias sobre o professor Rafael Calvo de Sydney que, no distante 2014, disse que o desenvolvimento de sistemas de interação-humano-computador costumavam, naquela época, a focar esforços em reduzir os aspectos negativos que confundiam as pessoas. Ele defendia, na época, que era tempo de focar em aspectos mais positivos e criar sistemas que fossem prazerosos e que dessem gosto de usar, que encantam além de informar, que trazem prazer ao seu cliente juntamente de alguma funcionalidade. A pesquisa desse professor, pelo pouco que me lembro, mostrava como princípios de engajamento e empoderamento podiam ser usados para criar tecnologias que melhoram nossas vidas, criam mais envolvimento das pessoas e cria contribuições positivas para nossas vidas. A este conceito ele dava o nome de Computação Positiva.
Um exemplo disso é aquele antigo aplicativo de fotos que meus pais chamavam de Instagram. Claro, ele deixava você botar fotos na Internet, mas ele também te deixava explorar vários filtros e modificações na imagem. Minha mãe passava vários minutos explorando aqueles filtros – “me sinto uma artista!”, dizia ela. A simples funcionalidade de postar uma foto não era suficiente para ela – quanto maior controle e possibilidades, mais ela se divertia !
Deve ter sido por essa época que nós, humanos, começamos a refletir como a tecnologia que nós mesmos havíamos criado deveria servir para melhorar nossa vida em um ou outro aspecto e não somente resolver os problemas do cotidiano. Isso fez bastante diferença na vida de meu irmão, deficiente auditivo que usa incessantemente aquele aplicativo no seu relógio que escuta as pessoas e transforma em texto no visor do seu óculos. Em conjunto com o já tradicional aplicativo do óculos que traduz expressões faciais, ajuda bastante ele a compreender o mundo a sua volta. Somente ano passado ele começou a usar e já se acostumou com aquele texto todo percorrendo seu campo de visão somado as sugestões de humor que ele já usava para melhor compreender as pessoas.
Nos últimos anos, eu deixei de me preocupar com a divisão entre vida “online” e “offline” e passei a aproveitar todas essas situações onde a tecnologia impacta positivamente na minha vida. E você, continuará reclamando dos problemas ainda não resolvidos pela tecnologia ou se concentrará nos benefícios que ela pode trazer a sua vida e a dos outros ?

 

DEMAIS ARTIGOS INSCRITOS:

Inteligência Ambiental, Computação Afetiva e Computação Positiva – A Influência do Uso das Novas Tecnologias no Cotidiano

AUTOR: Antônio Gomes

Vivemos em um mundo em constante transformação. O conhecimento humano dobra a cada 18 meses. Inovação torna-se palavra corrente em todos os fóruns de discussão sobre competitividade e inserção eficaz, em uma economia cada dia mais globalizada. A interação, através das tecnologias de comunicação e informação, possibilita ao homem estabelecer processos de conexão cada vez mais rápidos, dinâmicos, abrangentes e de sinergia permanente.
Há tantas mudanças acontecendo ao nosso redor nos dias de hoje, que é fácil esquecer a velocidade com que o nosso dia-a-dia está se transformando. Não há um único segmento no mundo que tenha se transformado tanto como a computação. Carregamos dispositivos nos nossos bolsos que possuem poder computacional muitas vezes superiores aos fornecidos por enormes servidores nos anos 60. Temos agora mais poder de computação no bolso do que a NASA tinha em 1969 para colocar o primeiro homem na Lua. Este ritmo de mudanças vai continuar a acelerar com grande velocidade, produzindo mais transformações nos próximos 20 anos, do que em toda a história humana.
De forma geral, as tecnologias digitais seguem uma trajetória de evolução exponencial. À medida que as tecnologias amadurecem e se tornam commodities, elas se tornam os blocos de construção de novos avanços, acelerando, assim, o ritmo de inovação. Cabe a todos nós, líderes de tecnologia e inovadores, olharmos para as novas tecnologias emergentes e identificar àquelas que se tornarão os futuros blocos de construção, que habilitarão novas oportunidades e mercados. As áreas tecnológicas emergentes que acreditamos sejam os blocos de construção para o nosso futuro são: hipermobilidade, experiências imersivas, Transformação 3D, Internet das Coisas e Smart Machines.
A Internet das Coisas, a impressão em 3D, os novos avanços tecnológicos em inteligência artificial – incluindo a aprendizagem automática, o processamento de linguagem natural, o raciocínio automatizado e outras tecnologias – estão tornando cada vez mais tênues os limites entre os mundos físico e digital, criando uma realidade misturada, onde cenas do mundo real e virtual são combinadas de forma a criar interações e experiências de maneira natural e intuitiva. A vida digital está se tornando inexoravelmente ligada à vida física de uma pessoa. A maioria dessas tecnologias atingirá um ponto de inflexão nos próximos anos.
No futuro próximo, a natureza ubíqua das tecnologias móveis, incorporadas e difundidas no nosso dia-a-dia, irão remodelar as formas como interagiremos com os nossos ambientes, social e individualmente. Elas serão invisivelmente integradas e incorporadas em nossos ambientes de vida pessoal e profissional, bem como implantadas, sendo parte de nós. Veremos tecnologias focadas na interação / integração homem-máquina atingindo todo o seu potencial. Nessa etapa, acreditamos que haverá um conjunto de tecnologias, produtos e serviços que possibilitarão e fornecerão capacidades humanas, ou de substituição humana, criando coisas semiautônomas inteligentes que se tornarão o principal “cliente” de muitos negócios – o surgimento de Smart Machines e “Coisas” como clientes.
Esse cenário é a realização de uma ideia que tem sido advogada há um longo tempo. Em 1988, Mark Weiser, cientista da Xerox PARC, descreveu um futuro onde ele imaginou que as pessoas interagiriam com elementos computacionais, que não estariam restritos a um computador tradicional (desktop), em qualquer momento e em qualquer lugar. Nascia o termo “Computação Ubíqua”. O computador seria “invisível”, ou seja, não percebido pelas pessoas, pois elas não mais interagiriam com os elementos computacionais através de comandos, mas como se tivessem conversando e interagindo com alguém. Essa visão original evoluiu para conceitos como Computação Ambiental e Inteligência Ambiental, onde o foco não está mais sobre o termo “computação”, mas sim sobre a palavra “ambiente”.
Computação ambiental é uma área de pesquisa de HP Labs que se relaciona com a fusão de nossos mundos físico e digital através da Inteligência Ambiental, Superfícies Inteligentes e interação natural. Interfaces naturais são uma maneira fundamental em que a computação ambiental ajuda a combinar a tecnologia na nossa vida diária. Ela faz isso usando e respondendo à linguagem natural e gestos familiares, incorporando-as perfeitamente em nosso ambiente. Nessa abordagem, dispositivos trabalham em conjunto para ajudar as pessoas a realizar as suas tarefas e atividades cotidianas de maneira fácil e natural, criando ambientes eletrônicos sensíveis e responsivos à presença das pessoas.
De um lado, a Internet da Coisas incorpora, no nosso dia-a-dia, cada vez mais novos dispositivos inteligentes e uma nova gama de dados por eles gerados. A enorme quantidade de dados que vêm através desses sensores é incompreensível, e se tivessem de ser interpretados unicamente pelos seres humanos, comprometeria e limitaria severamente o potencial da Internet das Coisas. Por outro lado, o ambiente torna-se o tecido agregador desses diferentes dispositivos, analisando e sintetizando muitos elementos diferentes, gerando insights e tomando decisões baseadas sobre esses insights, aprendendo com o feedback dessas ações.
Para isso, essa inteligência ambiental precisa reconhecer as pessoas; ter consciência do contexto situacional; personalizar as ações para as necessidades de cada um; adaptar-se às mudanças; e antecipar os desejos das pessoas sem uma mediação consciente. Isso está dando origem a novas formas de interação e aplicações interativas, que se esforçam em levar em conta a natureza holística do ser humano – no que se refere ao contexto, ao comportamento, à emoção, à intenção e à motivação –, fornecendo suporte eficiente e serviços úteis às pessoas de forma intuitiva, discreta e natural. Isso somente é atingível se alcançarmos o entendimento da natureza humana.
Atualmente, há diversos desafios que não nos permite realizar totalmente essas promessas. Algumas delas são desafios de natureza tecnológica e outras de natureza social, que envolvem diferentes disciplinas: psicologia, ciência cognitiva, neurociência, linguística, sociologia, educação, ética e muito mais. Essas diferentes perspectivas e disciplinas levaram à comunidade cientifica a aprofundar as pesquisas no estudo de como fatores afetivos influenciam as interações entre humanos e tecnologia, como técnicas de detecção e geração de emoções podem informar a nossa compreensão do afeto humano.
Computação Afetiva é um campo da informática que procura desenvolver sistemas afetivos que sejam capazes de reconhecer, expressar, possuir ou desenvolver emoções, tornando mais acessível e amigável a relação do usuário com a máquina. Rosalind Picard, professora e pesquisadora do MIT Media Lab, cunhadora do termo, foi uma das primeiras a afirmar que criar sistemas que tenham capacidade de responder de forma inteligente às emoções humanas, torna a interação homem-computador menos frustrante, mais acessível, natural e amigável. Os estudos nessa área de pesquisa trouxeram diversos avanços na relação homem-máquina, e se manifesta no aumento do número de novos produtos, aplicações de patentes, start-ups e cursos universitários ao redor do mundo.
Esses estudos também levaram a um maior interesse em entender como nossas experiências digitais impactam as nossas emoções, a nossa qualidade de vida, a nossa felicidade, e como essas tecnologias podem contribuir para o nosso conforto, bem-estar e saúde mental. Um dos efeitos mais importante é que o foco explícito no campo das emoções criou fortes relações com outras comunidades de pesquisas: psicologia, psiquiatria, educação e neurociência. Essa aproximação permitiu que, por exemplo, pesquisas na área da psicologia positiva pudessem ser usadas para projetar tecnologias que melhoram nossas vidas, criam mais comprometimento, alegria e contribuem positivamente para nossas vidas emocionais.
A psicologia positiva é um movimento recente dentro da psicológica, que visa adotar “uma visão mais aberta e apreciativa dos potenciais, das motivações e das capacidades humanas”. Em muitos aspectos, a psicologia positiva inspirou o movimento de computação positiva, que promove a visão de que quase todos os sistemas podem ser projetados de forma a promover o bem-estar das pessoas. Agora não só apenas psicólogos, mas engenheiros e designers estão falando sobre bem-estar e felicidade. Combine inteligência ambiental, computação afetiva, neurociência afetiva, e disciplinas como psicologia positiva e computação positiva, temos uma forma diferente de ver e empregar tecnologia, tornando as vidas das pessoas mais gratificantes. O movimento exorta todos os praticantes a considerarem uma visão mais profunda e holística do bem-estar.
Entretanto, os problemas que enfrentamos hoje são extremamente complexos, mais multifacetados, menos cartesianos e com mais atores e interesses envolvidos, diferentes daqueles que nossa civilização enfrentou no passado. Conforme a produção e a capacidade de armazenamento de informações aumentam, os sistemas ou objetos tornam-se mais complexos, justamente porque existe mais informação no seu arranjo. A medida da complexidade de um sistema ou objeto é diretamente proporcional à quantidade de informação necessária para sua constituição.
Alguns tipos de problemas podem ser resolvidos puramente de forma linear e analítica. Mas não é o caso dos principais problemas atualmente, pois precisamos pensar em soluções completamente novas: precisamos de saltos, insights significativos, do pensamento inovador e criativo para se somarem ao pensamento do método científico.
E para fazermos isso, temos que reestruturar a forma como pensamos e transcender modelos mentais estabelecidos. Precisamos utilizar equipes multidisciplinares, que utilizem metodologias que promovam novas e ousadas ideias.
Como dizemos na empresa, precisamos “criar experiências que fascinem as pessoas”.

 

COMUNIDADES DE PRÁTICA: FERRAMENTA DE COMPUTAÇÃO POSITIVA PARA APRENDIZAGEM ORGANIZACIONAL

AUTORES: José Jerônimo de Menezes Lima,Oscar Rudy Kronmeyer Filho, e Heitor José Cademartori Mendina

O conceito de Comunidade de Prática (CoP) foi originado na Sociologia e, modernamente, trata de um grupo de pessoas que se reúne para compartilhar expertise por um determinado tema de interesse, visando alcançar objetivos comuns de seus membros ou de interesse da empresa, valendo-se dos conceitos da computação positiva relacionados à Aprendizagem Organizacional (AO).
O engajamento das pessoas em CoPs oferece um lugar para a imaginação pousar, para ser negociada na prática e realizada em identidades de participação, o que leva à articulação sinérgica e ações em prol de um objetivo comum, mesmo que as pessoas estejam em diferentes lugares, de modo alinhado.
A aprendizagem pelo engajamento em CoPs destaca a riqueza de oportunidades de praticar, experimentar, construir em conjunto, aproximar-se de outras realidades, estar em contato e conviver de maneira mais próxima. A necessidade de dar respostas concretas e atender a demandas específicas para a solução de problemas impulsiona para a ação em grupo, permitindo exercitar e articular teoria e prática simultaneamente, a partir de um problema real.
O engajamento das pessoas em CoPs oferece um lugar para a imaginação pousar, para ser negociada na prática e realizada em identidades de participação, o que leva à articulação sinérgica e ações em prol de um objetivo comum, mesmo que as pessoas estejam em diferentes lugares, de modo alinhado.
Esse alinhamento oferece às pessoas a sensação de fazerem parte de algo maior, de estarem fazendo a sua parte, localizando cada ação num contexto coletivo mais relevante. O alinhamento tem o poder de inspirar e influenciar ações. Pelo alinhamento e identidade, grupos conseguem ver as coisas de uma forma nunca antes pensada e definir novos critérios de competência para os participantes de CoPs.
Pelo engajamento na prática, CoPs desenvolvem saberes próprios, situados no seu contexto, especializam-se, criam identidade das pessoas em torno de ações compartilhadas para atender uma causa comum relevante.
O alinhamento entre pessoas e CoPs gera mobilização e amplia oportunidades de aprendizagem, tanto individual quanto organizacional. Potencializa transformações individuais geradas pela aprendizagem, ao conectar ações, recursos e competências, permitindo transformações em âmbitos mais amplos.
Na abordagem social da AO não há dicotomia entre aprendizagem individual e organizacional, pois o foco recai nas interações entre indivíduos, considerando-se que a aprendizagem individual acontece nas relações entre pessoas, seja em grupos sociais ou em empresas.
CoPs orientam-se pelo ideal de colocar o conhecimento a serviço da aplicação prática, procurando integrar os objetivos de conhecer a realidade e contribuir para transformá-la, aproximando-se da concepção da prática enquanto ação e reflexão das pessoas sobre si mesmas. Valorizam saberes e procuram interagir com eles.
Assim, CoPs trabalham com consistência em torno de certos temas, procurando articular desenvolvimentos conceituais e experiências práticas na abordagem desses temas. Sistematizam conhecimentos e procuram disseminá-los por diferentes meios e linguagens, produzindo material para a imaginação, para a ampliação da visão de possibilidades, para o contato com diferentes visões de mundo, em relação aos temas com os quais trabalham. Promovem alinhamento de pessoas, recursos e conhecimentos em torno de objetivos comuns.

 

A capacidade de transformação

AUTOR:Marcia Nunes Guarnier

O Mundo esta escolhendo, culturas estão se misturando, fronteiras estão desaparecendo, vivemos os dias da inclusão dominados pela tecnologia que nos agita e nos mantém em constante rotação.
A dinâmica que vive o mercado hoje é a de equacionar demandas relativas à sobrevivência material da humanidade, a mesma que orienta as necessidades profissionais de se atualizar.
Não temos o costume de tolera qualquer falta de lógica em assuntos. Não fingimos que todas as estradas levam a Londres nem que todos os navios levam a Austrália. Temos claramente e conscientemente a necessidade de potencializar e objetivar escolhas no menor prazo para entregar mais, consumir mais e viver mais.
Novos portfólios de habilidades, tendências comportamentais e capacidades já estão disponíveis para download podendo iniciar a atuar e trazer as melhores combinações a sua escolha. Assim como ferramentas e aplicativos que possam sempre fazer com que estejamos logo a um passo no futuro, sem parar, sem perder a naturalidade e seguir adiante com os novos padrões.
E o que pensa o homem é feito ou desfeito por si mesmo; no arsenal do pensamento ele forja as armas com as quais destrói a si próprio. Ele também cria as ferramentas com as quais constrói para si mansões sistêmicas inabaláveis. Através da escolha certa e aplicação correta do pensamento, o homem ascende à Divina Perfeição para produzir, acelerar e objetivar as respostas aos problemas atuais através da extensão da capacidade digital.
Desenvolvimento neural modelado ativo ou reativo de ser proativo ou usar a lei do menor esforço como caminho mais rápido e conveniente.
As realidades operacionais são transformadas e os paradigmas quebrados em segundos. Estamos fazendo não mais só a gestão do conhecimento e sim a gestão do crescimento à melhoria continua da melhoria continua dos processos, é como o eco das gerações se modernizando na velocidade da luz.
A era da internet das cosias esta trazendo a potencializarão, fazendo o input programável dos movimentos com inteligência, subsidiando tarefas a maquinas e sistemas inovadores, como as de realizar tratamento de dados com milhares de combinações possíveis, para que ainda nesta geração, se consiga ajudar o homem a calcular as transformações que levaria centenas de anos.
Como não sucatear o novo num curto espaço tempo, como ser ágil em eliminar desperdícios e usar a favor as equações de produtividade da realidade atual? Saber qual a causa raiz disso tudo e identificar o valor agregado que cada demanda injeta na sociedade para o bem do homem através da melhoria dos processos com capacidade transformada e a confiança na segurança da informação. Podemos obter com a tecnologia a favor da produtividade e do potencial humano de forma positiva aliada a métodos inovadores avançando no tempo e trazendo ganhos de sustentabilidade positivos.

 

SISTEMA WEB APLICADO À LOCALIZAÇÃO DE PONTOS DE COLETA E O REÚSO DE RESÍDUOS ELETROELETRÔNICOS – WEBPONTO1

AUTOR: André Krummenauer Müller

1 Trabalho final de conclusão do curso de sistemas de informação.
RESUMO
Faz parte do cotidiano das pessoas o uso de diversos equipamentos eletroeletrônicos, seja no trabalho ou no lazer, pois trazem facilidade na rotina de todos. Contudo, o descarte deste tipo de produto é um assunto que a cada dia ganha mais espaço na sociedade devido à complexidade dos elementos que o compõem. Muitos deles são perigosos, trazendo o alerta de que se desvencilhar inadequadamente destes resíduos pode ocasionar um grande impacto ambiental e na saúde das pessoas. Este artigo tem por objetivo apresentar um novo aplicativo que usa um sistema de geolocalização do Google Maps para que qualquer usuário possa localizar um ponto de coleta mais próximo ou onde desejar o lixo eletrônico e, ainda, interagir com o Facebook a fim de que as pessoas possam participar de um grupo com o objetivo de realizar trocas de equipamentos eletroeletrônicos.
PALAVRAS-CHAVE: lixo eletrônico, reciclagem e aplicativo.
JUSTIFICATIVA
O aquecimento da atividade econômica no planeta trouxe junto o desenvolvimento de novos produtos e o aperfeiçoamento de outros já existentes, diminuindo a vida útil em alguns segmentos, como o de resíduos eletrônicos. Um produto que hoje é considerado de ponta, em menos de um ano, pode ser considerado obsoleto. Esse tipo de artigo tem em sua composição diversos elementos perigosos à saúde humana e de potencial contaminação do meio ambiente. Isso tem trazido um grande problema para a sociedade atual: o que fazer com todo o sobrante de produto que já não é mais utilizado.
OBJETIVO
O principal objetivo é construir um aplicativo android e IOS com sistema de geolocalização do google maps e interatividade com o Facebook.
RESULTADOS
O resultado apresentado é um aplicativo compatível com android e IOS, que traz em seu corpo principal um mapa com pontos de coleta de resíduos de eletroeletrônicos em uma determinada região. Neste mapa já é tracejado o caminho no qual o usuário está e qual o ponto de descarte de resíduos mais próximo. Outro resultado alcançado é a ligação direta do aplicativo com o grupo no Facebook WebPonto, para que os usuários possam trocar equipamentos em estado de uso por outro de seu interesse, aumentando assim a vida útil destes e diminuído o volume de descarte de lixo eletrônico na sociedade.
CONCLUSÃO
Este trabalho de pesquisa e desenvolvimento fundamentou-se em produzir um aplicativo para android e IOS, denominado WebPonto, destinado à procura de pontos de coleta de resíduos eletroeletrônicos com a marcação inicial de pontos de coleta na região do Vale do Paranhana, além de desenvolver um cadastro de interessados em receber informações e de criar uma rede social, visando à troca de equipamentos e aumentando a vida útil dos aparelhos.
Tendo em vista que o descarte inadequado desses materiais é um problema de preocupação mundial, tanto social como acadêmico, o presente trabalho, WebPonto, auxilia os usuários a encontrarem locais de descarte de resíduos eletroeletrônicos, dando informações sobre o ponto de coleta e gerando uma rota com informações de tempo e distância do percurso entre o local em que se encontra o usuário e o marcador mais próximo no mapa

 

A “Pegada de Carbono” na Computação Positiva

AUTOR: Miguel Nascimento 

Um carro elétrico ligado na tomada dá a certeza de reduzir o efeito estufa, entretanto é necessário olhar para traz e entender como essa eletricidade foi gerada. Entre fontes eólicas e queima de óleo diesel, o custo ambiental para produzir energia limpa tem uma variação muito grande.
Em seu livro Positive Computing, Rafael Calvo e Dorian Peters, dois pesquisadores da Universidade de Sidney, discutem o papel da tecnologia no desenvolvimento do bem-estar, do autoconhecimento, da consciência, da empatia e da compaixão nas pessoas. Numa época em que a tecnologia transforma a sociedade, é muito bem-vinda qualquer iniciativa para humanizar o uso de produtos digitais. Muitos que usam um sistema ERP, ou mesmo um Internet Banking, sabem o quanto a experiência pode ser distante da realidade humana. Por outro lado, começam e chamar a atenção sistemas que colocam a necessidade e a experiência pessoal no centro da questão. Vemos isso num crescente número de carros que falam e verdadeiramente cuidam do motorista, em aplicativos que controlam e incentivam o exercício físico e até na forma de nos guiarmos pelo trânsito das cidades, sem falar nos jogos projetados para serem usados nas ruas.
Podemos falar muito sobre os caminhos para que o usuário de tecnologia se sinta mais humano quando liga seu computador ou tira seu smartphone do bolso, mas o ponto que queremos trazer para a discussão é sobre a vida dos profissionais de TIC que fazem os sistemas a aplicativos acontecerem. Desde as reuniões de especificação de um sistema até a execução da rotina diária de operação, são vários os profissionais de tecnologia que trabalham nos bastidores para proporcionar a experiência positiva ao usuário final. Esse bastidor acontece de dia e de noite, durante toda a semana, incluindo sábados, domingos e feriados. Em muitos casos se passa dentro de uma sala com outros programadores, ou então nos ambientes frios dos data centers, na tensão das salas de operação e nas mais diversas condições encontradas pelos profissionais que saem a campo para manutenção.
Como está a valorização das pessoas que atuam nos bastidores? São considerados um elemento humano ou apenas um dos muitos “recursos” que sustentam o serviço final? Hoje com muito de TIC sendo contratado diretamente como serviço, esses profissionais acabam ficando numa posição ainda mais oculta no processo todo. As atividades dessa discreta colmeia são inerentes em qualquer estrutura de tecnologia digital e irão sempre acontecer. A questão é o olhar que as empresas, especialmente as de TIC podem ter para tornar mais positivo o trabalho dos seus profissionais. A busca de produtividade e excelência é indispensável para todos, mas ao buscarmos a racionalização dos recursos, temos que observar se o custo da experiência positiva não acabou em parte ficando com o profissional que está na ponta.
Enquanto estamos crescendo como pessoas, usando um aplicativo para compartilhar conhecimento, por exemplo, alguém está no meio da madrugada conferindo se o backup foi executado. No momento em que usamos um recurso digital inteligente que nos dispensa de trabalhos repetitivos, para atividades mais nobres, um grupo de pessoas passou o fim de semana longe das suas famílias para executar uma importante mudança no sistema. Precisamos pensar nos efeitos da computação positiva de ponta a ponta, sem deixar uma pegada que possa comprometer o resultado final.