Executivos conheceram os segredos da comunicação assertiva

“O que eu vou trazer hoje é óbvio, mas é um óbvio que negligenciamos todos os dias e, por conta disso, não obtemos sucesso em nossa comunicação”, destacou Débora Brum na fala inicial de sua palestra sobre comunicação assertiva durante o Seminário Executivo SUCESU-RS, realizado em Bento Gonçalves.

“A comunicação é um processo muito complexo, pois ela envolve pessoas, e cada pessoa possui sua bagagem, sua experiência, seu mindset”, explicou. Débora apresentou algumas características que podem mostrar que as empresas estão passando por problemas de comunicação, como: reuniões extensas e improdutivas, informações centralizadas, falta de clareza nas informações, falta de comunicação entre áreas e falta de feedback.

Ela destacou em sua palestra os cinco pilares da comunicação assertiva: preparação, escuta empática, linguagem assertiva, inteligência emocional e linguagem não-verbal.

A preparação é algo considerado de extrema importância para negociações, para se ter um diálogo eficaz ou para ser claro em uma apresentação. A preparação passa por três passos, chamados de PPE. Pensar naquilo que será dito, planejar para organizar as ideias e selecionar os melhores argumentos e, por fim, executar tudo aquilo que foi planejado.

A escuta empática, como o nome deixa claro, é escutar colocando-se no lugar do outro. É um exercício para enxergar aquilo que o outro está vendo. A empatia pode ser apresentada de três formas diferentes. A primeira é a empatia cognitiva, que baseia-se no esforço para entender o outro. A empatia afetiva por sua vez já trabalha com a ideia de já haver uma grande conexão entre as pessoas. Por fim existe a empatia comportamental, que parte da ideia de proatividade para atender o outro. “A empatia acontece com a escuta, com uma escuta verdadeira. O problema é que hoje as pessoas estão muito mais preocupadas em ouvir para falar do que escutar para compreender”, explicou Débora.

O terceiro pilar é a linguagem assertiva, aspecto importante para que as pessoas entendam a ideia que você quer passar. Esta linguagem precisa ser clara, objetiva e positiva. Para atingir tais aspectos, Débora apresentou algumas ferramentas, como usar um discurso extremamente específico, utilizar analogias e metáforas para deixar as ideias mais claras, utilizar termos acessíveis e de fácil interpretação, entre outras.

O quarto pilar está diretamente relacionado a forma como as pessoas lidam com as situações na sua rotina. A inteligência emocional exige que a pessoa tenha atenção ao seu autocontrole, pois ele tem influência direta na comunicação e na forma como as suas ideias são interpretadas pelo outro.

Por fim está a linguagem não verbal. Débora apresentou dados de pesquisa que comprovam que palavras tem um impacto menos relevante numa conversa do que tom da voz e linguagem corporal. “A linguagem corporal é de extrema importância, em gestos, olhares, postura corporal, expressões faciais e movimentações corporais”, explicou. Também é importante ter atenção no controle da voz, como entonação, volume e ênfase.