Gartner orientou para uma gestão financeira mais transparente

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Unir gestão financeira e Tecnologia da Informação para gerenciar com mais transparência e comunicar melhor o valor entregue nos projetos de TI. Este foi o foco da palestra de Jim McGittigan, Reseach VP do Gartner, em evento exclusivo para associados SUCESU-RS, realizada no dia 14 de julho, em Porto Alegre.

Com 18 anos de experiência, McGittigan apresentou o que chama de um roadmap da gestão financeira em TI, composto de seis pilares: orçamento de TI; plano de investimento; cobrança retroativa; benchmarking; otimização dos custos e valor do negócio. Ele detalhou as seis áreas que devem ser trabalhadas e disse que se uma empresa consegue desenvolvê-las de forma eficiente, vai estar à frente de mais de 90% das organizações com quem ele já trabalhou.

Segundo o VP, a maturidade financeira das empresas em todo mundo é muito baixa de um modo geral e existe uma grande relação entre a maturidade geral da organização e uma boa transparência e gestão financeira. “Se não se entende de onde o dinheiro vem e para onde o dinheiro vai, especialmente em termos de serviços, teremos vários projetos, capital e serviços que não vão apresentar bom resultado”, disse.

O mundo caminha para uma TI baseada em serviço e demanda, ou seja, “eu avalio quem é meu público e então qual é a tecnologia mais adequada para essa demanda, interna e externamente”.  Segundo McGittigan, pesquisas da Gatner comprovam que 75% das empresas já estão em direção a esse movimento. A má notícia, no entanto, é que menos de 25% tem serviços definidos, precificados e com benefícios atribuídos.

O consultor destacou que a construção do roadmap não tem a ver apenas com melhorar os seis pilares. “Seria impossível fazer os seis. Você deve começar com duas ou três áreas. E dai construir um roadmap para dois ou três, no máximo, e então fazer um bechmarking, análise de gap em relação a essas áreas, comparação com seu objetivo e ver qual seu nível de sucesso”, explicou.

Outro pronto abordado foi a responsabilização fiscal de toda a empresa. Para ele, gasta-se muito tempo na construção de processos de negócios e o grande desafio não é rastreio de custos, mas a realização de benefícios, criar valor e responsabilizar as pessoas. “Ninguém se responsabiliza pela realização de benefícios, isso é um grande problema. Se você empoderar seu diretor de TI para responsabilizar as pessoas pela realização de benefícios você vai ter sucesso. Porque provavelmente aquelas pessoas que trabalham com os processo de TI têm as melhores ideias“, avaliou. Segundo McGittigan apenas 30% das empresas no mundo buscam otimizar custos de fato e são necessárias múltiplas visões de como se gasta na TI para gerenciar bem serviços e produtos.