Gartner trouxe os impactos dos negócios digitais

gartner“Começamos a desenvolver áreas de pesquisas voltadas a entender os impactos da tecnologia e conduzir nossos clientes nessa transição para o mundo digital de forma mais abrangente”, disse Cassio Dreyfuss, do Gartner, em sua palestra sobre “Negócios digitais, seus impactos e o que deveríamos fazer a respeito”, no 2º Seminário Executivo Sucesu-RS, em Gramado.

Em sua apresentação, Dreyfuss apresentou quatro aspectos que estão sendo diretamente afetados pela transformação digital da tecnologia. Na vida pessoal, temos a possibilidade de acessar todos os domínios de nossa vida com apenas um dispositivo. Na esfera do trabalho, formam-se redes virtuais, sem restrições de espaço geográfico. Na área da saúde, os serviços públicos passarão por uma revolução como, por exemplo, o monitoramento à distância de pacientes. Por fim, o setor da educação também apresenta ganhos com a conexão de colegas, aproximando pessoas com os mesmos atributos.

A abordagem também levou em conta a substituição da mão de obra humana por tecnologia, e as preocupações morais e éticas que devemos levantar. “Precisamos começar a pensar qual o impacto disso sobre a vida das pessoas e qual nossa responsabilidade”, destacou. “Como desenvolvemos uma liderança humanista digital? O Gartner está preocupado com esse assunto e existe toda uma vertente de pesquisa dedicada a isso”.

Por conta de tal aspecto é preciso desenvolver uma liderança digital, já que o cenário é incerto e os riscos apresentados são novos. Dreyfuss apresentou um contraponto entre os avanços rápidos da tecnologia e a adaptação cultural ao ambiente digital de forma lenta. “O impacto do desenvolvimento digital é assimétrico, ele penaliza as pessoas, grupos e sociedades menos desenvolvidas”, destacou. Para ele, é preciso pensar nas consequências de alavancar as tecnologias.

No fim de sua apresentação, Dreyfuss mostrou o Manifesto Humanista do Gartner e os três direcionamentos na área de pesquisa. O primeiro aspecto é voltado para a ideia de que todos os projetos devem começar e terminar com as pessoas. O segundo é a adoção da “serendipidade”, que consiste em esperar efeitos positivos e inesperados. E, por fim, dar espaço às pessoas. “As pessoas confiando, podemos compartilhar liderança. O líder digital, o líder da nova economia tecnológica, é um líder que compartilha sua liderança”, concluiu.