KPMG: 64% das empresas mudaram estratégias por problemas políticos globais

Os participantes do Seminário tiveram acesso em primeira mão os resultado de pesquisa global da KPMG apresentada por Claudio Soutto. Para contextualizar os resultados, Claudio iniciou a apresentação mostrando algumas importantes modificações vivenciadas pelo mundo atualmente, tais como aumento na longevidade, protestos ao redor do mundo, mudanças de gênero, punições à corrupção entre outros. “Muitas mudanças que estão nos fazendo pensar como posicionar nossa empresa em um cenário como este”, explicou.

A pesquisa global realizada pela KPMG contou com mais de 4200 correspondentes, sendo destes 600 na América Latina, 250 no Brasil. No total, 86 países participaram do levantamento de dados realizado pela empresa ao longo do último ano.

A primeira grande constatação trazida pelo material é de que 64% das empresas mudaram as suas estratégias em função dos problemas políticos globais. Estes fatores externos impactaram diretamente na forma que as empresas estão desenvolvendo os seus negócios. Outra questão levantada é como as empresas estão enfrentando o atual momento.

De acordo com Soutto, o principal resultado obtido nesta questão mostra que as empresas estão buscando cada vez mais tecnologias ágeis, que consigam trabalhar com flexibilidade e que possam trazer resultados rápidos para os negócios. Outro ponto que destaca-se na pesquisa é o fato de que as empresas estão trabalhando cada vez mais com budgets restritos.

“A tecnologia é fundamental para que qualquer negócio se mantenha de pé, e o CIO tem que manter essa tecnologia de pé e manter a operação da empresa”, explicou Soutto. O destaque foi dado para mostrar que a pesquisa também abrangeu o trabalho dos CIOs, já que sua influência no cenário da empresa está crescendo cada vez mais.

60% dos CIOs entrevistados entendem que precisam ser os líderes de inovação dentro de suas empresas, mas apenas 26% consideram que estão fazendo isso. O estudo também verificou que os CIOs gastam entre 95% e 98% de seu tempo tomando conta do “running” da empresa. “O CIO ainda tem processos manuais, o funcionamento da empresa é muito  dependente dele, portanto raramente o trabalhador consegue estar livre para tomar ações estratégicas”, explicou Claudio.

A pesquisa também destacou a segurança como uma das pautas mais importantes nas empresas, o que está diretamente ligado a uma das grandes mudanças vividas pelo cenário recentemente: o cloud. “Essa é uma das grandes mudanças que fez com que estejamos onde estamos hoje. O nosso principal ponto, aqui, é melhorar a disponibilidade e a resiliência”, destacou Soutto.

As empresas também foram questionadas sobre estratégias digitais. De acordo com o estudo da KPMG, cerca de 41% das empresas já possui algum tipo de estratégia neste setor. “É importante a empresa entender que caminho tomar e como ela vai atender estas necessidades do mercado”, disse. Também surge no estudo um crescimento de empresas que adotaram o cargo de “Chief Digital Officer”, uma versão híbrida entre a área de negócios e o CIO.

A última pergunta levantada pelo estudo diz respeito a forma como as empresas estão utilizando estas estratégias digitais adotadas. Apenas 18% dos entrevistados enxergam benefícios e estão obtendo vantagens pelo uso de tal prática. “O número parece pequeno, mas acho que a estratégia digital é um exercício, uma jornada, que vai criando um ambiente propício que em algum momento pode explodir”, justificou Soutto.