Painel: CIOs discutiram novos modelos de negócios e demandas

geral2O Painel CIO do Seminário de Caxias do Sul, realizado ao final do evento, contou com a mediação de Ricardo Schuette, Consultor da Deloitte e a participação de Marcos Sganderlla, CIO da Tramontina; Antônio Ramos Gomes, Presidente da Procergs e Cleber Pessuto, CIO da Transportadora Plimor. O primeiro assunto abordado pelos executivos foi como as empresas estão reagindo aos novos modelos de digitalização dos processos, a necessidade de novos produtos e de aderirem aos processos tradicionais.

Marcos Sganderlla, da Tramontina, destacou que a forte integração de sistemas de TI da empresa com toda a produção facilita o alinhamento nesse processo. “Temos a informação on-line, eu sei em tempo real o que cada máquina está produzindo, injetando, quantas peças estão sendo produzidas ou recusadas pela qualidade. A TI hoje pode parar um processo na produção”, explicou.

Na Transportadora Plimor, a TI se destaca pela qualidade da informação, conforme explica Cleber Pessuto, CIO da Plimor. “Atuamos no segmento de e-commerce, por exemplo, e conseguimos estabelecer contratos com prazos de entrega e determinados níveis de qualidade que estão diretamente ligados a Tecnologia da informação. Para atender essa exigência investimos nos últimos anos em plataformas mais inteligentes que permitem essa troca de informações e integração de diferentes sistemas”, contou. Além disso, a empresa fez investimentos na automatização do despacho das cargas.  Pessuto trouxe ainda uma novidade da empresa, um projeto de inteligência logística. “Estamos implementando uma nova solução de mobilidade que permite rastrear em tempo real o veiculo pelo smartphone. Os motoristas vão receber tudo pelo celular, coletar assinatura digital do cliente e tirar fotos de uma mercadoria ou situação que se julgue necessário”, adiantou.

Já na área pública os desafios são outros, como apresentou Antônio Ramos Gomes, da Procergs. Segundo ele, o desafio da inovação em uma empresa pública é que ela tem marcos regulatórios distintos de uma empresa privada, e isso faz com que os preços tenham apenas uma margem de segurança, e não margem de lucro. “Por outro lado, nessa hora a TI tem um papel importante de ajudar o estado a encontrar a saídas. Temos cloud, big data, processamos três milhões de notas físicas dia no RS, além de outros três estados. Temos um duplo desafio de como melhorar a gestão publica, melhorando o serviço que prestamos para as secretarias e ao mesmo tempo melhorar o serviço ao cidadão”, avaliou.

A origem das demandas de TI foi outro aspecto abordado pelos executivos.  As demandas vêm da TI para ao negócio ou do negocio pata a TI?, questionou o mediador Ricardo Schuette. Para Pesutto, na Plimor são dois os pontos: a necessidade de cliente e o custo.  “Para suprir a necessidade do cliente é preciso a vontade da empresa de atender, já a questão do custo é quando temos que olhar para um processo de ver se podemos automatizar e reduzir custo, com qualidade”, afirmou. Na Tramontina, mais de 80% da demanda vem do negócio, conforme Sganderlla, que citou a exemplo da utilização do RFID. Já na Procergs, a demanda vem de todas as frentes, da TI, das secretarias e também do cidadão.