Relatório aponta Brasil como um dos principais destinos para a instalação de novos data centers
- há 6 dias
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O Brasil consolida-se como um dos principais destinos globais para data centers, ocupando a 11a posição do ranking mundial, segundo o Data Center Map. Ainda assim, conforme a Latin America Data Center Market Outlook, o país concentra quase 80% da capacidade energética da América Latina, essa projeção indica a possibilidade de até 500 novas unidades em operação entre os próximos 10 ou 12 anos.
Outro destaque é a capacidade do Brasil em atrair Big Techs graças à sua infraestrutura de conectividade, à matriz energética renovável e ao avanço da demanda por inteligência artificial. Entre as empresas que mais movimentam o setor estão Google, Microsoft e Amazon, que identificaram no território nacional diferenciais estratégicos relevantes.
Para essas empresas, o país funciona como um hub de cabos submarinos que interligam a América do Sul à África, Europa e América do Norte, garantindo baixa latência no tráfego de dados, fator esse, essencial para operações de nuvem e aplicações baseadas em IA. Sem contar que, aproximadamente 86% da matriz elétrica local é composta por fontes renováveis, característica que se alinha às metas globais de sustentabilidade dessas corporações.
Movimentações no setor
Impulsionado pela IA e pela computação em nuvem, o setor deve movimentar cerca de US$3 trilhões em investimentos no mundo, somente nos próximos cinco anos, consolidando a região como um polo estratégico dentro da nova geografia digital. Esse dado foi levantado pelo relatório da agência de classificação de risco, a Moody’s.
Diante desse cenário de expansão acelerada e da necessidade de estruturar o território para receber novos empreendimentos, o Governo Federal instituiu o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata) como forma de estimular a instalação de novas unidades, ampliar a competitividade do setor e incentivar a descentralização para regiões menos atendidas, prevendo R$5,2 bilhões no orçamento de 2026 para fomentar esses investimentos. Ainda assim, o avanço da infraestrutura digital traz desafios como a concessão de incentivos fiscais por estados interessados em atrair operações de hiperescala e o alto consumo de energia e água exigido por esses empreendimentos, pontos que entram no debate sobre os impactos econômicos e estruturais dessa expansão.










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