47% das empresas globais priorizam o uso responsável da IA na escolha de tecnologias do cotidiano, aponta estudo
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No início da popularização da inteligência artificial (IA), a principal preocupação das empresas era descobrir como aplicar a tecnologia para aumentar a produtividade e automatizar processos. Agora, em 2026, esse cenário mudou. À medida que a IA se torna parte da rotina corporativa, o desafio passa a ser garantir que ela seja utilizada de forma segura, controlada e alinhada às políticas das organizações.
Essa mudança é apontada pelo AI Automation Benchmark Report 2026, da Jitterbit. O levantamento feito, mostra que 47% das empresas consideram a responsabilidade no uso da inteligência artificial o principal critério na hora de escolher plataformas e ferramentas, levando em conta diversos aspectos como: segurança, transparência e governança.
O estudo também indica que um dos maiores desafios da atualidade é o uso da IA sem o conhecimento da área de tecnologia. Em muitas empresas, funcionários utilizam contas pessoais ou ferramentas não aprovadas para realizar tarefas do dia a dia, prática conhecida como shadow AI. Sem controle, esse cenário pode aumentar os riscos de vazamento de informações, como falhas graves de segurança e dificuldades para acompanhar a forma como a tecnologia está sendo utilizada.
Outro ponto de atenção é o crescimento dos agentes de inteligência artificial, programas capazes de executar tarefas de forma autônoma. Como muitos deles acessam dados sensíveis e realizam processos sem a intervenção humana, as empresas precisam estabelecer regras e mecanismos de supervisão para evitar riscos operacionais e garantir que essas soluções atuem de forma segura. A pesquisa também mostra que essa preocupação já influencia as decisões tecnológicas das organizações.
Resultado: em vez de desenvolver soluções próprias, muitas empresas passaram a adotar plataformas de IA que oferecem certificações, padrões de segurança e mecanismos de governança, buscando reduzir riscos e ampliar o controle sobre o uso da tecnologia. Segundo o estudo, 39% dos líderes de TI já abandonaram iniciativas desenvolvidas internamente.
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