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Brasil segue como líder do Mercado de TI na América Latina, dados indicam crescimento de 18,5%

  • há 20 horas
  • 2 min de leitura

O setor brasileiro de TI registrou um desempenho expressivo em 2025, movimentando US$ 67,8 bilhões, segundo dados apresentados pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) no estudo Mercado Brasileiro de Software – Panorama e Tendências 2026, elaborado anualmente pela IDC. O resultado representa um crescimento de 18,5% em relação aos US$ 58,6 bilhões contabilizados no ano anterior, superando a média global de expansão do setor, que ficou em 14,1%. Para 2026, entretanto, a expectativa é de um ritmo mais moderado, com avanço estimado em 5,3%, abaixo da projeção mundial de 9,7%.

 

Um mercado mais maduro e estratégico

Os dados indicam uma mudança no perfil dos investimentos em tecnologia no país. Após um período marcado pela aceleração da transformação digital, pela ampliação do uso de soluções em nuvem e pela incorporação de recursos de inteligência artificial, o mercado passa a adotar uma postura mais seletiva. Nesse cenário, as decisões relacionadas à tecnologia tendem a priorizar ganhos de produtividade, eficiência operacional, redução de custos e resultados efetivos para os negócios. A expectativa é que o crescimento do setor continue, mas sustentado por estratégias voltadas à escalabilidade, governança e um melhor aproveitamento dos recursos investidos.

 

Brasil amplia protagonismo na América do Sul

O levantamento mostra que o Brasil manteve a 10ª colocação entre os maiores mercados de TI do mundo e segue na liderança da América Latina. A participação brasileira nos investimentos regionais aumentou de 34,7% em 2024 para 38,4% em 2025, reforçando a relevância do país no cenário latino-americano. O avanço demonstra a continuidade de aportes estratégicos e a capacidade de adaptação do setor diante das transformações tecnológicas.

 

O estudo também revela que os investimentos em hardware continuam concentrando a maior parcela do mercado nacional de TI, respondendo por 47,9% do total movimentado. Na sequência aparecem os segmentos de software, com 32,1%, e de serviços, com 20%. Apesar desse cenário, a tendência é de crescimento gradual da participação de softwares e serviços nos próximos anos, impulsionado pela expansão das soluções em nuvem, pela adoção de inteligência artificial e pela busca por modelos de gestão mais especializados. Esse movimento acompanha a evolução observada em mercados considerados mais maduros.

 

Inteligência artificial passa a integrar a infraestrutura dos negócios

A inteligência artificial, especialmente em sua vertente generativa, foi apontada como um dos principais motores de crescimento do mercado em 2025. Para 2026, no entanto, a tecnologia deixa de ser vista apenas como um diferencial competitivo e passa a ocupar uma posição mais estrutural dentro das organizações, com foco na integração aos processos corporativos e às operações do dia a dia.

 

A necessidade de sustentar aplicações baseadas em IA também deve manter elevados os investimentos em infraestrutura tecnológica, incluindo serviços em nuvem, centros de dados e redes de alta capacidade. Paralelamente, a segurança cibernética permanece entre as prioridades das empresas brasileiras. Após figurar entre os principais focos de atenção em 2025, a área segue ganhando relevância com a adoção de modelos como Zero Trust e o uso da própria inteligência artificial para monitoramento e mitigação de riscos, refletindo uma abordagem cada vez mais contínua e estratégica na gestão da segurança digital.

 

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