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"IA deixará de ser produtividade para ser infraestrutura de poder", alerta Juan Pablo Boeira no Technow

  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

O avanço exponencial da Inteligência Artificial exige que as organizações abandonem o entusiasmo superficial das redes sociais e encarem a tecnologia como uma estratégia de soberania e sobrevivência de mercado. Esse foi o tom da palestra do keynote Dr. Juan Pablo Boeira (PhD) no Technow. O especialista é reconhecido internacionalmente por sua atuação em inovação e IA, com passagens por instituições como Harvard e MIT, quatro reconhecimentos como Profissional de Inovação do Ano no Brasil, além do título de Personalidade do Ano em IA e destaque como o primeiro Top Voice AI do LinkedIn no país.


Com o tema "O Perigo da IA de Palco: Como Separar Estratégia Real de Bobagem Viral", o especialista chocou e alertou o público ao afirmar que o mundo corporativo, como o conhecemos hoje, deixará de existir até outubro de 2027. De acordo com PhD, a Inteligência Artificial mudou de patamar, migrando de uma ferramenta de automação voltada à produtividade para se transformar em uma infraestrutura sistêmica central.


"A IA passou a ser uma infra de poder, soberania, vigência, mercado, guerras, reputação, propriedade e governança social. Estamos falando de uma base estrutural de controle de influência global", explicou o Dr. Juan Pablo Boeira (PhD), citando o modelo da gigante de inteligência Palantir como exemplo do ecossistema de dados, vigilância e decisão em escala que moldará o futuro próximo.


Autonomia estratégica versus dependência estrutural


O keynote destacou que o diferencial competitivo das empresas vencedoras não será a simples implementação de ferramentas populares como o ChatGPT. O sucesso exigirá a criação de arquiteturas completas de comando inteligente, integrando de forma nativa e em tempo real as áreas de estratégia, operação, riscos, jurídico, finanças, cadeia de suprimentos e segurança. Diante dessa complexidade, ele provocou as lideranças gaúchas a refletirem sobre o custo e a escassez de mão de obra qualificada para essa transição, resumindo o cenário em um dilema inevitável: as corporações precisarão escolher entre operar com autonomia estratégica ou aceitar uma dependência estrutural de terceiros.


O impacto dessa nova ordem eletrônica atingirá em cheio a gestão de pessoas. O especialista projetou um cenário desafiador para as estruturas organizacionais tradicionais. "Quando os modelos de IA forem capazes de coordenar equipes inteiras com precisão absoluta, a necessidade de gestores humanos vai simplesmente evaporar", alertou. Segundo ele, o mercado se dividirá estritamente entre dois tipos de profissionais: aqueles que fazem o seu trabalho melhor do que a IA é capaz de fazer, e aqueles que, por meio da IA, entregam um resultado superior ao que a tecnologia alcançaria sozinha.


Como recomendação prática e imediata para mitigar riscos de segurança e garantir o compliance nas empresas, o keynote defendeu a implementação urgente da ISO 42001 (sistema de gestão de inteligência artificial). Para ele, a norma funcionará como um selo essencial de confiança, imagem e responsabilidade, preparando o mercado brasileiro para futuras regulamentações e exigências do comércio internacional.


"Quem controlar os dados, os modelos, a governança e a decisão em tempo real terá o poder. Precisamos tratar dos problemas do agora se não quisermos entrar em crise após crise", concluiu.


O Technow by SUCESU-RS teve como patrocinadores diamantes as empresas Algar, Arlok | Windows 11 | Intel, Grupo NTSEC | Check Point | Ingram Micro, Soluzzione e Unifique, além da Nap it como patrocinadora Platinum. A iProcess, NVIDIA | Dell Technologies | Intel, Ganzer | Zebra, Genetec | Vivotek, Makeone | Consagra, PGS IT | Zebra, Simpress e Techub | doc como Gold. O patrocínio especial foi da Adentro, Connection, DataLakers, Deliver IT, NVIDIA | Dell Technologies | Intel e 2cloud. O evento ainda teve como parceiros o Assespro-RS, Baguete, iColab, SecOps Summit, Softsul, Tecnopuc e tirs by SEPRORGS.

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