Fator humano e governança ditam o tom dos painéis de debate no Technow 2026
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Mais do que discutir a capacidade técnica das ferramentas emergentes, o sucesso da transformação digital depende da gestão de pessoas, da cultura organizacional e da inclusão. Essa foi a principal conclusão dos painéis de debate que movimentaram o palco do Technow. Reunindo executivos de grandes marcas e referências do ecossistema acadêmico, os painéis trouxeram diagnósticos realistas e soluções práticas para o mercado corporativo.
Como grandes Marcas transformam promessas em valor real
No painel "Da Inovação ao Impacto: IA, Segurança e Governança", mediado por Vítor Hugo Hoffmann (VP de Marketing e Eventos da SUCESU-RS e CIO da Cabergs), líderes de grandes organizações compartilharam como a Inteligência Artificial está saindo do campo da promessa para gerar valor real. Fabrício Dhein (Superintendente de TI da Unimed Serra Gaúcha) destacou que a IA já é realidade na medicina, especialmente na radiologia e em equipamentos médicos de ponta, trazendo ganhos de produtividade sob rígida regulação.
Pelo setor de entretenimento, Cassia Garcia Ferreira (Gerente de Tecnologia na Globo) revelou que a IA permeia todos os processos da emissora, utilizando um modelo inovador de "IA para validar a IA", mantendo a supervisão humana em cada etapa. Alinhada a essa visão, Julia de Almeida Haber (Advisor de Inovação na 4NETWORK) reforçou que o sucesso exige uma estratégia objetiva desenhada para problemas específicos.
O consenso do debate apontou que a qualificação de mão de obra é o maior entrave atual, e o conselho foi investir e capacitar as melhores pessoas das áreas de negócio.
Inovação gaúcha e a sobrevivência de mercado
O ecossistema local foi o centro das atenções no painel "Acelerando a Revolução Tecnológica baseada em IA: Oportunidades e Desafios para a Inovação Gaúcha", mediado pelo Prof. Luciano Paschoal Gaspary (Diretor do INF-UFRGS). O debate, que contou com Alexandre Trevisan (CEO da uMov.me) e o Prof. Luigi Carro (INF-UFRGS), girou em torno da explosão da computação gerada pela redução nos custos de processamento e programação.
Os painelistas destacaram que a tecnologia atual democratizou o acesso global, permitindo que o Rio Grande do Sul use as mesmas ferramentas que o resto do mundo para construir negócios locais com criatividade. Contudo, alertaram que ainda não há massa crítica suficiente para usar a IA com máxima eficiência, tornando urgente a reformulação dos currículos acadêmicos e do mindset empresarial. "Não é adotar a IA, é transformar a empresa com a IA", sintetizaram.
A tecnologia como ferramenta de agilidade e humanização
A relação umbilical entre tecnologia e sobrevivência estratégica foi aprofundada no painel "Como a Inovação Transforma Negócios e Pessoas", sob a mediação de Mirtes Sonntag (Diretora do Hub de Negócios da SUCESU-RS). Julia Dal Santo (CEO do Grupo Guarida) compartilhou como a tecnologia tornou-se pilar de sobrevivência na transição imobiliária, otimizando assembleias remotas e usando IA para humanizar o atendimento. José Korman (Diretor da Perto e CIERGS/FIERGS) trouxe uma perspectiva disruptiva ao apresentar o sistema de controle de acesso de patente mundial da Perto, exemplificando o ato de "pensar fora da caixa".
Já Fabiano Schneider (Diretor na Kepler Weber e Presidente do Instituto Agregar) demonstrou como os comitês de inovação da empresa filtram ideias que geram valor real e tiram as equipes da zona de conforto. O veredito das lideranças foi claro: o profissional de TI hoje atua diretamente associado à governança, sendo impossível avançar nos negócios sem a presença central da tecnologia.
Diversidade como motor econômico
O encerramento dos debates trouxe uma reflexão com o painel "Diversidade na Tecnologia da Informação – Desafios e Oportunidades". Adilce Keller (Gerente de TI na Kepler Weber) destacou que, embora o movimento muitas vezes comece por cumprimento de obrigatoriedades, os resultados práticos na indústria aparecem na pluralidade: times diversos trazem múltiplos pontos de vista que enriquecem o resultado final.
Bernardo Bonifácio Ferreira (Gestor de Inovação e Tecnologia no Co.nectar Hub) conectou a diversidade diretamente ao desenvolvimento econômico e ao sentimento de pertencimento, apontando que o mercado ainda precisa vencer barreiras de infraestrutura, educação qualificada e equidade salarial.
Fechando a noite, Nilson Ayala Queiroz (Head de Relacionamento na GX2 e VP de Responsabilidade Social na SUCESU-RS) utilizou uma metáfora: “a inovação deve ser construída em camadas, como uma lasanha”. Queiroz alertou que métricas numéricas não funcionam sozinhas e defendeu uma simbiose geracional dentro das empresas: "O profissional mais jovem traz o saber fazer, enquanto o profissional mais velho (60+) traz o saber como ser".
O Technow by SUCESU-RS teve como patrocinadores diamantes as empresas Algar, Arlok | Windows 11 | Intel, Grupo NTSEC | Check Point | Ingram Micro, Soluzzione e Unifique, além da Nap it como patrocinadora Platinum. A iProcess, NVIDIA | Dell Technologies | Intel, Ganzer | Zebra, Genetec | Vivotek, Makeone | Consagra, PGS IT | Zebra, Simpress e Techub | doc como Gold. O patrocínio especial foi da Adentro, Connection, DataLakers, Deliver IT, NVIDIA | Dell Technologies | Intel e 2cloud. O evento ainda teve como parceiros o Assespro-RS, Baguete, iColab, SecOps Summit, Softsul, Tecnopuc e tirs by SEPRORGS.










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