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Technow mapeia a realidade da TI corporativa: da infraestrutura básica à inteligência agêntica

  • há 3 dias
  • 5 min de leitura

Compreender as demandas operacionais imediatas e, ao mesmo tempo, antecipar as tendências estruturais do mercado são os desafios centrais para as lideranças de Tecnologia da Informação. Para responder a essas necessidades, a programação de palestras do Technow reuniu grandes marcas e especialistas para mapear o cenário completo da TI nacional, apresentando desde as vulnerabilidades de infraestrutura física até as fronteiras mais avançadas da governança corporativa.


A abertura das discussões ficou com o tema "A Era As a Service", apresentado pela ARKLOK | WINDOWS 11 | INTEL. Renan Torres (ARKLOK) e Paulo Seixas (MICROSOFT) apresentaram dados que chamaram a atenção do auditório: a média de idade dos dispositivos corporativos no Brasil é de 6,6 anos, e 53% das máquinas atuais encontram-se inelegíveis para receber novas tecnologias. O alerta evidenciou que a migração para o modelo PCaaS (PC as a Service) é urgente para conter gargalos de produtividade, comunicação e segurança.


Complementando a visão de infraestrutura, a UNIFIQUE compartilhou sua expansão nacional e, em parceria com a CROWDSTRIKE, destacou a evolução das ameaças digitais. O debate apontou que o foco da defesa migrou do combate a malwares genéricos para o enfrentamento de adversários organizados (e-crime e estados-nações), posicionando a resiliência cibernética como a espinha dorsal para a implementação segura do 5G e da Inteligência Artificial. A base conectiva para suportar essa volumetria foi apresentada pela NAP IT, que detalhou a evolução exponencial do Wi-Fi via tecnologia Cisco Cloud.


A governança e a cultura interna foram apontadas como os principais filtros para o sucesso dos investimentos. Silvia Somenzi, CEO da SOLUZZIONE, trouxe estatísticas contundentes: enquanto 48% dos projetos de TI em geral obtêm sucesso, a taxa de êxito despenca para apenas 5% quando o assunto são projetos de Inteligência Artificial. Segundo a especialista, o desperdício é causado por falta de estratégia, dados de baixa qualidade e pela ilusão de que a tecnologia atua de forma autônoma, reforçando que o sucesso depende de integração e governança humana.


Esse cenário é agravado pelo "Shadow AI" — o uso de ferramentas de IA não autorizadas —, risco que já preocupa 8 em cada 10 líderes no Brasil devido à vulnerabilidade a ataques como o phishing (golpe virtual número um no país), conforme os dados trazidos por Victor Castro (CHECKPOINT) no bloco realizado em conjunto com o GRUPO NTSEC e a INGRAM MICRO.


A importância do propósito na implementação tecnológica foi o cerne da mensagem trazida pela DELL TECHNOLOGIES, defendendo que a máquina deve atuar como ferramenta de escala, mantendo o ser humano no centro das decisões contextuais. A aplicação prática desse conceito foi demonstrada pela ALGAR, com o programa Almpulso apresentado por Enock Cabral, provando que a inteligência artificial só gera resultados reais quando acompanhada de uma profunda mudança cultural corporativa. Já a IPROCESS apresentou seus catálogos de agentes de IA organizados por áreas de negócios para facilitar a implantação imediata nas empresas.


Finalizando o primeiro dia, as discussões sobre o mercado de capitais e investimentos para 2026 contaram com dados exclusivos da 4NETWORK, que apontam o setor público como o grande protagonista dos aportes em TI para o próximo ano. Como fechamento histórico, o consultor internacional Giuseppe Janino relembrou os 30 anos de evolução da urna eletrônica brasileira, demonstrando como o fim das cédulas de papel e das urnas de lona erradicou fraudes estruturais por meio de pilares inalteráveis de segurança e transparência.


Technow PRÓ: escala, maturidade e inteligência agêntica na prática


O segundo dia do Technow focou na maturidade dos processos, na proteção de marcas e na autonomia controlada dos usuários de negócios. O bloco inicial trouxe alertas sobre vazamentos de dados em larga escala. A executiva de TI Patricia Giordani lembrou que "o inimigo já está usando a IA", citando os incidentes recentes envolvendo as soluções da DEEPSEEK, META IA APP, MCHIRE & PARADOX.AI (McHire e Paradox.ai) e MOLTBOOK para provar que os agentes inteligentes também expandem o perímetro de ataque das corporações.


Contrapondo os riscos com eficiência de escala, a GLOBO detalhou sua arquitetura desenvolvida para atender 188 milhões de brasileiros e gerenciar 135 milhões de Globo IDs. Representada por Cassia Garcia Ferreira e Mateus Hoff, a emissora mostrou que o sucesso reside na estruturação de uma plataforma robusta anterior à IA, mantendo jornadas 100% conversacionais amparadas por cinco pilares: prompts, observabilidade, qualidade, segurança e guardrails.


A necessidade de focar em valor real e mensurável foi reforçada por Kelly Sganderla, iPROCESS, que apresentou dados indicando que 95% das iniciativas corporativas de IA falham em entregar retornos claros por terem sido criadas por mera "pressão de mercado", propondo a metodologia dos sete passos para a adoção corporativa. A evolução dessa jornada foi sintetizada por Eduardo Hahn, CEO da DATALAKERS, ao apresentar a IA Agêntica, que marca o início da era da "execução", onde sistemas projetados com raciocínio, memória e ferramentas executam tarefas complexas de ponta a ponta.


O impacto financeiro e institucional da governança de dados também foi destaque. Na palestra de Fabiane Madeira, CEO da ÉFE REPUTAÇÃO, foram apresentados dados sensíveis sobre a confiança do consumidor: 43% das empresas perderam clientes após ataques cibernéticos e 56% dos consumidores não compram de marcas sem boa reputação. O alinhamento operacional para evitar tais crises foi debatido por Julia Bessil, (Brasil Sales Leader da Dell Technologies), na mensagem da DELL TECHNOLOGIES, através do Estudo DPA, revelando que a maturidade digital do brasileiro está em nota 5.1/10 e que apenas 28% das organizações conseguem extrair o real valor da IA por operarem com processos desconectados.


A superação desses gargalos foi demonstrada na prática através de dois grandes cases gaúchos de segmentos distintos. Rafael Kuhn, Diretor de TI da LOJAS RENNER, apresentou a linha do tempo da companhia (2020-2026) na criação de sua diretoria de dados, comitê executivo e escola de IA, resultando no marco de que dois terços de suas iniciativas tecnológicas já geram retorno financeiro real ao negócio. Já no esporte de alto rendimento, Tiago Hendges detalhou a engenharia do GRÊMIO FBPA, demonstrando que a TI atua desde o combate a sites falsos que fraudam a loja do clube até a criação de sistemas proprietários que cruzam dados de GPS e estatísticas externas para analisar métricas precisas de performance dos atletas.


O encerramento dos conteúdos trouxe orientações sobre resiliência e democratização da inovação. Micael dos Santos, CEO da OLYMPUS IT, abordou a gestão de crises severas de produção (como corrupção simultânea de bancos de dados e backups), lembrando que colapsos técnicos transbordam para o lado emocional das equipes e exigem liderança humanizada.


Por fim, Guilherme Scherer (da iPROCESS) apontou para a próxima fronteira do desenvolvimento corporativo: os Citizen Developers. Scherer demonstrou como viabilizar ferramentas de IA generativa e agêntica diretamente para os usuários das áreas de negócios para reduzir os gargalos técnicos da TI. Ele concluiu alertando que essa descentralização exige plataformas sólidas, identificação de processos e capacitação contínua, garantindo que a autonomia ande de mãos dadas com uma governança inegociável nas organizações.


O Technow by SUCESU-RS teve como patrocinadores diamantes as empresas Algar, Arlok | Windows 11 | Intel, Grupo NTSEC | Check Point | Ingram Micro, Soluzzione e Unifique, além da Nap it como patrocinadora Platinum. A iProcess, NVIDIA | Dell Technologies | Intel, Ganzer | Zebra, Genetec | Vivotek, Makeone | Consagra, PGS IT | Zebra, Simpress e Techub | doc como Gold. O patrocínio especial foi da Adentro, Connection, DataLakers, Deliver IT, NVIDIA | Dell Technologies | Intel e 2cloud. O evento ainda teve como parceiros o Assespro-RS, Baguete, iColab, SecOps Summit, Softsul, Tecnopuc e tirs by SEPRORGS.

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